Vai ser um post bem rápido, já que o último e único comentário q recebi pelo outro me soou como "to cagando e andando". Y churrasco se dice asado, Lu, hehe.
Aliás, terminei de escrever e nao foi rápido, mas é engracado. Eu leria.
Bom, essa semana eu comecei o estágio. Li todos os papers, fui conversar com o Peretti e acertamos o que íamos fazer. Quarta que vem, tínhamos marcado de ir coletar as primeiras libélulas. E me chamou pra ir ontem (sexta-feira) junto com ele e dois alunos coletar umas aranhas que vivem em areias de rio e praia. O mais curioso é que a mesma espécie vive desde o RS, passando por Uruguai, até aqui as serras de Córdoba. Distribuicao bizarra, já que a maioria dos rios daqui nunca chega no mar, terminam num lago no fundo de um vale. Como chegam esses bicho aqui? A única coisa que poderia cancelar a coleta é mau tempo, já que se chove o rio inunda e leva as aranhas.
Quinta a noite, eu fui na cidade universitária numa festinha perto da psicologia, organizada por algum CA de humanas, onde passaram uns vídeos curta-metragem e depois tocaram 3 bandas. A primeira foi a do Gaby, a segunda foi um rockinho fulero e depois veio uma muito boa de salsa. Obviamente, nao sei dancar salsa e a Fer e a Estefi ficaram horrorizadas que um brasileiro nao sabe dancar e disseram que eu nao era brasileiro, brasileiro era só carioca e baiano e iam comecar a me chamar de paulista. Eu respondi que td bem, e desejava que viesse um arrastao enquanto elas tivessem olhando um negao rebolando se fossem ao Rio ou que viesse uma bala perdida. Depois disso, ficamos esperando o carro que vinha buscar os instrumentos do caras e, assim que carregamos tudo, comecou a chover, como nunca tinha chovido até agora. Fomos eu, o Gaby e mais dois caras para a casa do Alejo (um dos caras) tomar uma cerveja e esperar a chuva passar. Chegamos já todo molhados, o alejo me emprestou uma camiseta (que como ele é mais magro ficou estilo mamae quero ser forte). A chuva nao passou, resolvi voltar de taxi. Como estavam tudo ocupados na central, acabei dividindo com uma mina que estava lá tb. O cara deixou era, nao zerou o taximetro, e depois qdo eu cheguei em casa queria me cobrar td. Fiquei discutindo um tempo com o taxista, mas como no fim das contas a casa q a mina ia era caminho da minha, acabei pagando. No outro dia eu comentei com o Hernan e ele me falou q funciona assim mesmo.
Como estava bem cansado da semana, e já vi q tinha miado a coleta, passei todo o dia dormindo. As 11 +-, o Peretti me ligou pra avisar q nao íamos e eu atendi meio dormido, meio acordado. Deve ter pegado meio mal, mas foda-se. Dormi até as 13h, acordei, comi, voltei a dormir até as 6. Já q nao tinha nada pra fazer msm, resolvi descansar bem pq recebi um panfleto de uma festa q me disseram q ia ser legal q tinha hj. A noite, vieram o Augusto e o Seba aqui em casa, comemos um churrasco e +- as 2h resolvemos ir a festa. Acabei me desencontrando com o povo da bio, q já tinha ido embora. Aliás, na entrada da festa, tinha q pagar dois pesos. O Seba (q estuda direito, advogado é td fdp msm, hahaha) e migué, fingiu q tinha o carimbinho na mao e passou. Bom, já q é assim, fizemos todos o mesmo, enquanto a mina da porta tava avisando a gente q tinha q pagar. Lá dentro, foram nos buscar depois e pediram o dinheiro. Nao tinha muito como fugir, haha. Chegamos, a festa tava +-. Meio vazia, mas a maioria do povo tava animada. Era da história (segunda festa de humanas da semana e do semestre), e me falaram q ia tá cheio de hipponga, mas mais normal q aquela festa impossível. Tomei uma cerveja com os caras, comecou a tocar cumbia (que isso sim já aprendi uns passinhos), comecei a me animar um pouco pra tirar alguém pra dancar e meu tubo digestivo comecou a dar sinais de que o churrasco estava ocupando espaco demais. Parei de tomar cerveja para nao estimulá-lo a continuar com os sinais, mas infelizmente eles só aumentaram. Aí passei por todas aquelas fases quando alguém percebe q tá com um problema:
1 - Aeitacao. Toda a minah concentracao na festa se foi e passou a estar voltada ao meu mundo interno. Fiquei uma meia hora nessa luta até q percebi q nao haveria forma.
2 - Rsolucao a francesa. Fui ao banheiro, que nao tinha tranca por dentro e cuja porta estava bastante longe do vaso, entao nao dava pra impedir a entradas de outrem no longo tempo que provavelemente permaneceria ali. Além de tudo, nao tinha papel. Resolvi voltar a festa e a fase nao nao aceitar a gravidade da situacao
3 - Compartir com os amigos. Depois de voltar a fase de aceitacao, resolvi perguntar pro Hernan se havia algum banheiro limpo e aberto na cid. universitária aquela hora fora dali. Me respondeu q nao e eu disse q estava avaliando a situacao e que talvez voltasse a casa, mas acho q dava pra ficar na festa.
4 - Pedir ajuda. Com o aumento da pressao interna, falei com ele e com o Fábio se conheciam alguma mina daquela festa q podiam pedir um papel (pq as mulheres costumam levar essas coisas nas suas bolsas). Os dois, depois de rir um pouco da minha cara, foram tentar dar um jeito na situacao. Enquanto isso, o Hernan acabou achando outro banheiro q tinah tranca (eu ainda nao sabia, fiquei conversando com o Seba)
5 - Acoes extremas. Com a pressao interna chegando a níveis críticos, encontrei o Hernan na fila desse outro banheiro, q tava guardando lugar pra mim, enquanto o Fábio foi ver se arranjava papel. Já nao dava mais, nao esperei o papel. Vi na parede uns cartazes chamando pra uns eventos em comemoracao aos 90 anos da revolucao russa, e foi com isso mesmo. Acho que tem um monte de gente anti-movimento estudantil q se orgulharia de usar esse cartaz dessa maneira, mas conto a voces que nao foi meu caso.
6 - Resolucao. Enquanto estava lá dentro, o Hernan estava na porta avisando as pessoas q estava ocupado e que eles nao iam querer entrar de qq forma. Depois de um tempo, ele foi embora pq me disse q a situacao estaav comecando a ficar meio "vergonzosa" (to com pressa e esqueci a palavra adequada em portugues). Acabei ouvindo batidas na porta várias vezes e inclusive clamoes da multidao. Entre eles, consegui identificar un "aflojá" (consultem um dicionário, verbo aflojar). Terminei o servico, olhei pra privada cheia de papel sulfite (aqui se costuma jogar o papel na privada, nao tem lixinho nos banheiros). Agora o desafio seria nao entupir com a descarga. Funcionou, nao entupiu. Agora viria a hora da vergonha total, sair do banheiro com a ovacao na multidao. Nao aconteceu, acho q os caras se cansaram e foram pro outro. Ufa.
7 - Alívio. Passado o apuro, voltei a encontrar os caras. O Seba já tinha ido e o Hernan e o Fabio estavam com vontade de ir embora. Fomos.
Assim que colocamos o pé na rua, comecaram a cair umas gotas. No meio do caminho pra casa, se transformou numa chuva torrencial (me lembrou muito minha volta da biodélica). Estavamos discutindo se, numa chuva, correr ou andar te molha mais, mas chegou num ponto que correr, ficar parado, andar, voar, era td a msm coisa. Chegamos a tal nível de crise (q além de td tava frio), que atingimos o nirvana e nada mais importava, andávamos no meio dos rios em q se transformaram as ruas, chutávamos água nos outros e etc. Acabamos de chegar em casa, me sequei, os caras foram dormir, e estou escrevendo esse post.
Eu sei q esse post foi uma merda (com o perdao do trocadilho). Aliás, me parece muito com os q eu escrevia nos EUA (pelo menos o estado de humor. Mas passa. Serviu pra eu confirmar q tenho problemas sérios com a chuva, q além de ter me fodido hoje e a coleta das aranhas (q devem ter sido td levadas pela correnteza), acabou com meus planso semana q vem tb, já q 4a íamso coletar as libélulas e agora vai ter q ser a coleta das aranhas. Aliás, pra terminar com as notícias ruins nesse post e usar o outro pra coisas mais alegres, me econtrei essa semana com a tal Patricia q conheci na balada. E comprovei q o álcool muda nosso senso de qualidade. Nao que seja feia, mas é meio diferente do q eu lembrava. E a mina tá meio q apaixonadinha. O q eu faco agora, sei lá.
Ah, e estou me esforcando pra tirar fotos de caras de pessoas, devido as críticas infundadas e ofensivas a minha liberdade. Acho q até o próximo post já tenho uma colecao grande e publico.
Ah, e olha só, acabei de descobrir que a Folha de SP realmente publica cartas. Na edicao deste sábado, tem uma minha!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
Olha só!!! O mesmo cara que critica a má distribuição de renda do país, utiliza cartazes para divulgar eventos de formação política - sejam bons ou maus - para fazer coisas que a juventude do DEM (e o Maggi) faria ...kkk!!!
Quando vc viu que as tripas estavam zoadas vc já deveria ter desistido da festa. Afinal, é uma intuição orgânica do significado geral daquele dia. Em outras palavras, vai dar merda!
Abraço e cuide-se.
PS: Não estou vendo as fotos, mas no feriado eu dou uma olhada, quero ver a da fantasia, deve ter ficado muito fôlera!
Bom, não tenho o que comentar sobre o post.
Só vim pra falar que encerrei o ano sendo vice campão da copa usp e terceiro lugar no paulista.
Hahaha
Desagradável!!!
e as criticas sobre as fotos não são infundadas uma vez que vc praticamente não tira fotos de pessoas eeeee vc ainda pode tirar suas fotos "artística", só põe umas pessoas no meio pra a gente não achar q vc é autista!
Postar um comentário